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Formas clínicas

Formas Clínicas

A esclerose múltipla é uma doença que pode se manifestar basicamente de duas formas: por meio de surtos que ocorrem de tempos em tempos, ou por meio de sintomas progressivos.

A esclerose múltipla (EM) pode se apresentar de diferentes maneiras. Desde quadros silenciosos por toda a vida (descobertos apenas por estudos de necropsia), até formas bastante severas e sintomáticas.

Importante a definição de “Surto” (também denominado de “ataque”, “exacerbação” ou “recidiva”), pois está presente em 85% das vezes, e o médico irá lhe perguntar se já apresentou algumas vezes.

Surto: quando ocorrem sintomas neurológicos novos ou piora de sintomas antigos, com duração de mais de um dia, na ausência de febre, aumento de temperatura do ambiente ou infecção.

Classificação

Tomando-se em consideração a ocorrência de surtos e progressão, a EM pode ser classificada em: (1) recorrente-remitente, (2) primariamente progressiva, (3) secundariamente progressiva, (4) progressiva com surtos. A diferenciação entre as várias formas clínicas é importante para o tratamento e para estimarmos a evolução.

Forma Recorrente-Remitente (EMRR) ou Surto-Remissão

Esta forma é a predominante entre pacientes com EM, ocorrendo em até 85% dos casos.

Caracteriza-se por surtos seguidos de melhora completa ou de alguma sequela. Não há piora dos sintomas entre um surto e outro.

Pesquisas feitas no passado indicam que a maioria dos pacientes evolui após 10 anos para a forma de EM chamada de “secundariamente progressiva”.

Entretanto, acredita-se que atualmente tenhamos mudado este quadro, devido ao diagnóstico mais rápido e tratamentos atuais.

Forma primariamente progressiva (EMPP)

Ocorre em 10 a 15% de todos os casos de EM, atingindo igualmente homens e mulheres.

O diagnóstico desta forma é mais difícil para o médico pois, como não há surtos, é necessária a documentação  de piora progressiva em 12 meses.

Nesta forma há a progressão desde o início dos sintomas, com intensidades diferentes. Podem ocorrer períodos de estabilização e até discreta melhora, embora nunca ocorram surtos bem definidos.

Forma secundariamente progressiva (EMSP)

Presente em 15 a 20% dos pacientes com EM. Para o médico a caracterizar o médico precisará de seu histórico, perguntando se houve piora mantida nos últimos seis meses.

No início a doença se manifestava na forma com surtos (EMRR, explicada acima), passando então a ter piora muito lentamente, com ou sem surtos.

O que mais conta para estabelecer se estaria nesta fase da doença é que haja piora persistente (progressão) sem que haja surtos.

Forma Progressiva com Surtos (EMPS)

É a mais rara dentre as formas clínicas, acometendo menos de 5% dos pacientes.

Apresenta início progressivo com presença posterior de surtos bem definidos, somando a piora progressiva. O período entre os surtos também cursa com contínua progressão.

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