Bem Vindo  Siga-nos

Background Recursos

Perguntas frequentes sobre esclerose múltipla

O que é a esclerose múltipla?

A esclerose múltipla (EM) é uma doença auto-imune em que o próprio sistema imunológico do indivíduo, que normalmente destroe organismos estranhos a ele tais como bactérias e vírus, acaba por promover erroneamente ataques contra o cérebro e a medula espinal (sistema nervoso central), produzindo os variados sintomas da doença.

Há uma cura para a esclerose múltipla?

Infelizmente ainda não podemos falar em cura, mas já falamos em um controle completo da doença que permite a inclusive a suspensão dos medicamentos em alguns pacientes após um período de anos de tratamento. Vários medicamentos hoje fazem parte do tratamento e estão à disposição para uso no Brasil com o intuito de controlar ou retardar a progressão da doença. Também há várias opções de medicamentos para ajudar as pessoas com EM a controlar seus sintomas e viver uma vida produtiva e gratificante.

É a esclerose múltipla fatal ou contagiosa?

A EM não é considerada uma doença contagiosa ou fatal. Estudos mostram entretanto que pessoas que desenvolveram EM em uma época quando não se tinha tratamento disponível viveram alguns anos a menos que indivíduos sãos. Como observado acima, pode haver uma predisposição familiar para desenvolver a EM. A prevalência em famílias de indivíduos com esclerose múltipla é um pouco maior do que na população geral.

O que causa a esclerose múltipla?

Os especialistas ainda não entendem completamente o que causa a esclerose múltipla, mas há evidências importantes que sugerem que a genética, o ambiente de uma pessoa, e possivelmente até mesmo um vírus possa desempenhar um papel.
Os investigadores acreditam que a EM pode ser hereditária (transmitida de pais para filhos), embora o risco seja baixo. Por exemplo, parentes segundo e terceiro grau de pessoas com EM estão em maior risco de desenvolver a doença. Irmãos de uma pessoa afetada têm um risco de 2% -5 % de desenvolver esclerose múltipla.

Alguns cientistas teorizam que a EM se desenvolve porque uma pessoa nasce com uma predisposição genética para reagir a algum agente ambiental que, após a exposição, desencadeia uma resposta auto-imune.

Além disso, alguns estudos sugerem que muitos vírus como o do sarampo, herpes e os vírus da gripe podem estar associados com a EM. Até o momento, no entanto, essa ligação não foi comprovada cientificamente.

Posso doar sangue tendo esclerose múltipla?

Infelizmente, ainda não. Como a causa da esclerose múltipla ainda é desconhecida, não podemos descartar por completo que seja causada por uma infecção transmissível (como um vírus) que a ciência ainda não descobriu.

Algumas condições crônicas que impedem a doação de sangue:

  • Esclerose Múltipla
  • Artrite Reumatóide
  • Lupus
  • Fibromialgia
  • Psoríase
  • Vitiligo
  • Síndrome de Guillain-Barre
  • Púrpura
  • Síndrome Antifosfolipidica
  • Síndrome de Sjogren
  • Doença de Crohn
  • Espondilite Anquilosante

Para uma consulta atualizada em relação a esta recomendação, entre em contato com o hemocentro de sua região.

Quais são os sintomas da esclerose múltipla?

O início da EM pode ser muito intenso ou mesmo tão leve que uma pessoa mal perceba os sintomas. Os sintomas iniciais mais comuns na EM incluem:

  • Formigamento
  • Adormecimento
  • Perda de equilíbrio
  • Fraqueza em um ou mais membros
  • Visão turva ou dupla

Os sintomas menos comuns podem incluir:

  • Fala arrastada
  • Início rápido de paralisia
  • Falta de coordenação
  • Problemas com pensamento e processamento de informações
O que poderia diminuir a chance de progressão da doença?

Sem dúvida a chave para se evitar a progressão da doença é o diagnóstico e tratamento precoce da doença, com o emprego de um dos medicamentos disponíveis que se mostre eficaz. A correção da deficiência do hormônio vitamina D deve ser também realizada, por ter sido comprovada que sua deficiência é danosa para a evolução da doença. Caso não haja resposta adequada a um primeiro medicamento, pode-se apresentar resposta esperada com um segundo ou mesmo um terceiro fármaco. Quanto menor as alterações vistas à ressonância magnética do crânio e da medula espinhal, menor a chance de progressão da doença.

Que tipo de médico eu devo me consultar se acho que tenho esclerose múltipla?

O seu clínico pode ser capaz de suspeitar ou eventualmente diagnosticar a EM, eliminando outras condições. A EM, no entanto, é uma doença neurológica complexa, o que significa que afeta o sistema nervoso. Médicos formados nesta área da medicina são chamados de neurologistas. Um neurologista ou um neurologista especializado em EM provavelmente vai ter mais experiência em detectar os sinais e sintomas da doença e um melhor conhecimento dos tratamentos atuais.

Qual terapia para esclerose múltipla é melhor para mim?

A escolha de começar a terapia para a esclerose múltipla pode ser uma decisão difícil de se realizar; aprender sobre as opções de tratamento e discuti-las com o seu médico é o primeiro passo para decidir o tratamento a começar. Alguns outros fatores a serem considerados são a eficácia, efeitos colaterais, seu estilo de vida atual e como a terapia é feita. Seu médico será capaz de fornecê-lo orientações sobre as diferentes terapias imunomoduladoras.

Que Terapias Alternativas são recomendados para a esclerose múltipla?

Recomendações com evidências comprovadas destas terapias ainda são escassas. Poderíamos listar algumas:

(1) Atitude Positiva. Ter uma perspectiva positiva não pode curar a esclerose múltipla, mas pode reduzir o estresse e ajudá-lo a se sentir melhor.

(2) Exercício físico. Exercícios, como tai chi e yoga podem reduzir o estresse, aumentar o relaxamento e aumentar a sua energia, equilíbrio e flexibilidade. Como acontece com qualquer programa de exercícios, consulte o seu médico antes de começar.

(3) Dieta. É importante para as pessoas com EM seguir uma dieta saudável, bem equilibrada. Pergunte ao seu médico e nutricionista qual dieta é melhor para você. Alguns artigos no site falam especificamente deste assunto.

Antibióticos intereferem com os medicamentos empregados?

Dúvidas sobre medicamentos devem ser idealmente respondidas pelo seu neurologista, em virtudes de possíveis particularidades em seu caso. Em linhas gerais os antibióticos não interferem com os imunomoduladores empregados no tratamento da esclerose múltipla.

São exemplos de antibióticos a amoxicilina, ampicilina, azitromicina, cefaclor, cefalexina, cefuroxima, ciprofloxacina, claritromicina, clindamicina, eritromicina, gatifloxacina, levofloxacina, metronidazol, nitrofurantoína, norfloxacina e o sulfametoxazol.

Tenho fadiga. O que posso fazer?

A fadiga é um sintoma muito comum da EM. Até 85% das pessoas devem experimentar fadiga em algum momento. Em muitos casos a fadiga pode ser inclusive o principal sintoma, afetando consideravelmente o dia a dia.

Se você tem fadiga, conversar sobre isso com seu médico e com um fisioterapeuta será importante para discutir estratégias para otimizar o uso de suas energias e mesmo discutir sobre eventuais medicamentos.

Como é tratado o surto de esclerose múltipla?

Em geral os surtos (exacerbações) são tratados com corticóides em doses altas (chamadas de pulsoterapia) por via endovenosa por curtos períodos de tempo (3 a 5 dias), devido ao seu potente efeito anti-inflamatório. Com isso consegue-se acelerar a recuperação dos sintomas. Nos surtos mais brandos seu neurologista pode optar por doses mais baixas, por via oral, sendo suficientes. Eventualmente pode mesmo não usar os corticóides, aguardando uma recuperação espontânea, caso tenha conhecimento de como seu organismo deve responder ao surto em questão.

O que fazer se apresentar uma recaída da doença?

Uma recaída (surto) da EM pode ser definida como a ocorrência de novos sintomas ou a re-ocorrência de sintomas antigos que duram mais de 24 horas e se desenvolvem ao longo de horas a dias. A intensidade de um surto pode variar, de leve a severo. Sintomas típicos que ocorrem em um surto incluem:

  • Perda visual
  • Visão dupla
  • Instabilidade
  • Perturbação da bexiga (retenção ou perda urinária)

Os sintomas podem eventualmente ocorrer em conjunto. Outros sintomas da EM, como fadiga ou dor, são mais difíceis de categorizar. Eles podem não ter um início bem definido, ou podem se mais persistentes.

Se você acha que pode estar apresentando uma recaída, por favor, entre em contato com a equipe que lhe dá assistência. Ela não precisa ser imediata, como no caso de um AVC (acidente vascular cerebral), podendo aguardar um dia para ter certeza que os sintomas estão persistindo, mas também não pode ser tardia, após muitos dias. O médico precisa definir se o que ocorre é mesmo um surto ou um pseudo-surto. Por exemplo, infecções e vírus podem provocar novos sintomas ou aumentar os sintomas existentes.

O que é neurite óptica?

Neurite óptica é a inflamação do nervo óptico, o nervo traz os estímulos luminosos, localizado na parte posterior do olho, para o cérebro. É uma das manifestações mais comuns da EM sendo, frequentemente , o primeiro sintoma da doença. Quando isso ocorre, em geral a doença é branda. Apesar da neurite óptica ser muito sugestiva de EM, não significa automaticamente que a pessoa tem ou vai ter EM. A presença de lesões denominadas “desmielinizantes” vistas à ressonância magnética está associada com um risco mais elevado. Cerca de 40 % das pessoas com neurite óptica irá desenvolver EM.

Quais seriam os sintomas da neurite óptica?

Os sintomas de neurite óptica são o início agudo (que se desenvolve em horas ou alguns dias) de qualquer um dos seguintes :

  • Dor à movimentação do olho
  • Embaçamento visual
  • Perda completa da visão em um olho

É raro que ambos os olhos sejam afetados ao mesmo tempo. A perda da visão tende a agravar-se ao longo de alguns dias e em geral se recupera total quase totalmente em torno de quatro a 12 semanas. O tratamento pode incluir corticoesteróides intravenosos e / ou por via oral para controlar a inflamação.

Irei precisar de uma cadeira de rodas por causa da esclerose múltipla?

A grande maioria das pessoas com EM geralmente se locomove sem problemas; no entanto, algumas pessoas podem precisar de algum tipo de assistência, caso seus sintomas progridam e não respondam ao tratamento. No passado, até cerca de 25% das pessoas com EM precisavam de uma cadeira de rodas em algum momento. Felizmente este cenário tem mudado e cada vez menos tem-se recorrido aos dispositivos para deambulação como bengala, andador ou mesmo a cadeira de rodas.