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Esclerose Múltipla
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Formas Clínicas

A esclerose múltipla (EM) pode apresentar variações em sua apresentação clínica, desde quadros silenciosos por toda a vida (descobertos apenas por estudos de necropsia) até as formas mais severas e sintomáticas.

Surto – também denominados de ataque, exacerbação ou recidiva – é a ocorrência, recorrência ou agravamento de sintomas de disfunção neurológica com duração igual ou superior a 24 horas, na ausência de febre, aumento de temperatura do ambiente e/ou infecção.

Tomando-se em consideração a ocorrência de surtos e progressão, a EM pode ser classificada em: (1) recorrente-remitente, (2) primariamente progressiva, (2) secundariamente progressiva, (3) progressiva com surtos, (4) benigna e (5) maligna. A diferenciação entre as várias formas clínicas é importante para uma estimativa do prognóstico e tratamento.

 

Forma Recorrente-Remitente (EMRR) ou Surto-Remissão

Esta forma é a predominante entre pacientes com EM, ocorrendo em 70 a 80% dos casos. Caracteriza-se por exacerbações seguidas por um grau variável de melhora do déficit neurológico, podendo ser completa ou evoluir com uma disfunção sintomática residual. Não há progressão dos déficits entre os surtos. Estatísticas iniciais indicam que em 85% dos casos, a forma RR evolui após 10 anos para a forma EM secundariamente progressiva. Entretanto acredita-se que este cenário venha mudando com os tratamentos atuais.

 

Forma Primariamente Progressiva (EMPP)

Ocorre em 10 a 15% de todos os casos de EM. Atinge igualmente ambos os sexos e em uma faixa etária mais tardia. O diagnóstico desta forma é mais difícil, pois não há os critérios clássicos de disseminação temporal, sendo necessária uma progressão de 12 meses para seu estabelecimento. Nesta forma, há a progressão desde o início da doença, com velocidade variável ocorrendo períodos de estabilização e discretas melhoras, embora nunca ocorram surtos bem definidos.

 

Forma Secundariamente progressiva (EMSP)

Presente em 15 a 20% das formas de EM. Sua caracterização depende de análise retrospectiva, pois a confirmação da progressão mantida após 6 meses é preconizada para sua definição. Inicialmente, o curso apresenta-se como a forma EMRR com posterior progressão, com ou sem surtos, discretas remissões e estabilizações. Há uma progressão contínua dos déficits independentemente da presença de surtos.

 

Forma Progressiva com Surtos (EMPS)

É a mais rara dentre as formas clínicas, acometendo cerca de 5% ou menos dos pacientes. Apresenta início progressivo com presença posterior de surtos bem definidos e evolução progressiva. O período entre os surtos também cursa com contínua progressão.

 

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